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Nesta seção estaremos abordando os assuntos relacionados à manutenção de um JPX. Como são veículos "temperamentais", sua manutenção não pode ser descuidada se desejamos ter um jota confiável nas mãos e por muito tempo. A manutenção de um JPX é considerada cara e difícil por alguns, mas na prática tem se mostrado tão cara quanto a de qualquer outro 4x4 nacional. Os problemas que mais afligem os usuários de JPX têm sido a disponibilidade de algumas de suas peças de reposição e os preços praticados pelas lojas especializadas na marca, muitas vezes bem superiores aos praticados por outras lojas para peças similares. Para facilitar e baratear a manutenção de sua viatura, sugerimos uma leitura atenta da página PEÇAS para verificar as peças alternativas disponíveis no mercado. Antes de iniciar a leitura dos tópicos, deve-se lembrar que a correta manutenção do veículo como um todo é muito importante. De nada adianta cuidar muito bem de determinadas peças e negligenciar outras, pois em muitos casos a manutenção de alguns dos sistemas e componentes do veículo é interdependente e está intimamente ligada ao funcionamento de outros, como no caso do sistema de arrefecimento, que se negligenciado em sua manutenção fatalmente levará ao colapso do motor... |
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1. SISTEMA DE ARREFECIMENTO |
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Principalmente devido ao fantasma do superaquecimento que aflige os JPX com motor XUD-9A, a manutenção preventiva do sistema de arrefecimento é de fundamental importância. Sempre que o ponteiro da temperatura começar a subir além da 3ª parte da escala azul (~95º/100ºC) é necessário redobrar a atenção na condução do veículo e evitar manter o motor em alto giro por períodos prolongados de tempo. Para evitar problemas, alguns cuidados preventivos básicos são recomendados: |
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1.1. Verificar periodicamente o nivel do líquido de arrefecimento, completando-o se necessário. O sistema deve ser preenchido com uma mistura de água + aditivo específico para radiadores, na proporção 60/40% (7,2 litros de água e 4,8 litros de aditivo = 12 litros - capacidade do sistema original). O aditivo usado deve ser a base de etileno-glicol, como o Paraflu, o Valeo Protect 50/100, o Radiex e outros existentes no mercado.
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2. SUSPENSÃO |
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Nos componentes da suspensão de um jota não há muito com o que se preocupar. Procure inspecionar de tempos em tempos os batentes dos amortecedores, especialmente os traseiros, para verificar se existe algum sinal de fadiga das peças, principalmente se o seu jota não teve estas partes reforçadas. Examine também molas e amortecedores para verificar se suas funções estão normais. Os pivôs dos triângulos e os pinos dos tirantes também merecem atenção. |
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2.1. Um ítem que merece atenção especial é o amortecedor de direção, que deve ser periodicamente inspecionado a procura de vazamentos de óleo, sintoma de que a peça está no final de sua vida útil. Se este ítem estiver defeituoso você poderá ter sérios problemas para manter a estabilidade do carro na estrada em velocidades mais altas, podendo até mesmo vir a capotar com o veículo. Para substituí-lo procure sempre adquirir o original pois os adaptáveis costumam durar menos da metade do tempo.
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3. MOTOR E BOMBA INJETORA |
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São componentes de importância vital (e muito caro$) merecendo por isso atenção especial. Procure levar o veículo para revisão e conserto apenas em pessoal técnico especializado e de confiança. Se possível deve-se procurar estabelecer um cronograma de verificações periódicas para não se esquecer destes itens. Lembre-se que uma manutenção criteriosa é chata e toma tempo, mas economiza muitos reai$ à frente... |
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3.1. Realizar a purga (sangria) do pré-filtro de diesel, retirando a água e os eventuais resíduos acumulados junto com ela. Este procedimento deve ser realizado no máximo a cada 15 dias, se o veículo tiver utilização constante e com diesel de boa qualidade ou sempre antes de sair com o veículo, no caso de uso eventual do mesmo (como só nos finais de semana, por exemplo). Isso é necessário devido à baixa qualidade do diesel comercializado no Brasil, que além das impurezas atrai muita água e com isso acaba danificando a bomba injetora. O procedimento poderá ser visualizado em detalhes no manual do proprietário, pág. 30 na versão civil ou pág. 36 na versão militar. (veja seção Manuais)
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4. SISTEMA ELÉTRICO |
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Muitos dos problemas que geralmente afligem os usuários de um bom 4x4 estão ligados a falhas ou panes no sistema elétrico do veículo. No JPX em especial o sistema elétrico normalmente não é fonte de problemas. Convém, como em todo veículo, observar periodicamente o estado dos cabos da bateria e bornes, fusíveis, fios que ligam faróis auxiliares, cabos do guincho e outros componentes visíveis à procura de sinais de desgaste, sobrecarga ou interrupção/corte de corrente. Antes de instalar ou modificar algum componente elétrico do veículo vale a pena consultar um bom auto-elétrico para evitar surpresas. |
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4.1. Verifique periodicamente (10.000 Km) as conexões elétricas do motor, alternador e motor de arranque.
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5. SISTEMA DE FREIOS |
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Um dos pontos altos do projeto do JPX Montez o sistema de frenagem utiliza um sistema misto já consagrado (disco na dianteira e tambor/lona na traseira) capazes de frear o veículo em pequenos distâncias. A manutenção do sistema não exige nada fora do comum e resume-se principalmente em verificações periódicas e limpeza, principalmente após deslocamentos que tenham exigido a transposição de rios ou lama profunda. |
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5.1. O fluído de freio, por ser higroscópico (atrai água) deve ser substituído a cada 12 meses ou 25.000 Km, o que ocorrer primeiro. Isso garantirá a eficiência do sistema de freios.
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6. SISTEMAS DE CÂMBIO, EMBREAGEM E DIREÇÃO |
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Em relação ao câmbio, embreagem e direção do jota, deve-se observar atentamente os períodos de lubrificação, inspeção e substituição dos componentes, conforme descrito nos itens de lubrificação mais adiante. Além disso, realize as verificações conforme prescritas abaixo: |
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6.1. Verifique a cada 5.000 Km a folga do pedal da embreagem e regule-a, se necessário.
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7. LUBRIFICAÇÃO |
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A correta e periódica lubrificação dos diversos componentes móveis é que garante a proteção contra o atrito e conseqüentemente contra o desgaste das peças móveis do veículo. Jamais deve-se negligenciar a lubrificação usando-se produtos de baixa qualidade ou fora da especificação recomendada pelo fabricante. Veja a seguir os cuidados, os produtos e as periodicidades para a correta lubrificação. |
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7.1. Cruzetas e luvas deslizantes dos cardãs: devem ser engraxados a cada 5.000 Km no máximo ou sempre que forem submersos em lama ou água por muito tempo (como num raid ou trilha pesada, por exemplo). Produto especificado: Graxa NLGI - NR 4.
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TABELA DE LUBRIFICANTES E FLUÍDOS |
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RELAÇÃO DE PEÇAS ORIGINAIS E ADAPTÁVEIS |
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